AUTOCOLANTES
100 anos de militância a caminho do futuro
1921-2021
quinta-feira, 9 de abril de 2020
quarta-feira, 8 de abril de 2020
Aconteceu em Abril de 1920
Sábado, 10 de Abril de 1920
Os trabalhadores dos Arsenais do Exército de Terra e do Mar declaram-se em greve. A sua acção é uma greve de "braços caídos", isto é, comparecem no local de trabalho recusando-se a trabalhar. O governo, no dia seguinte, impede a sua entrada nas oficinas.
Greve dos trabalhadores dos Arsenais
Os trabalhadores dos Arsenais do Exército de Terra e do Mar declaram-se em greve. A sua acção é uma greve de "braços caídos", isto é, comparecem no local de trabalho recusando-se a trabalhar. O governo, no dia seguinte, impede a sua entrada nas oficinas.
3. O CENTRALISMO DEMOCRÁTICO, PRINCÍPIO BÁSICO DE ORGANIZAÇÃO DO PCP
Página 4
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A democracia no Partido significa,
em quinto lugar, que os organismos dirigentes do Partido prestam contas da sua
atividade às organizações respetivas e dão o máximo de atenção às opiniões e
criticas que estas manifestam ou façam (artº 11 b).
Este prestar de contas é feito
regularmente através de relatórios e informes dos dirigentes centrais ou locais
às diversas assembleias de comunistas que os elegeram (Congresso, Assembleia
Concelhia, Assembleia de Célula, etc.). Mas, mesmo nos intervalos dos
Congressos e Assembleias, a Direção do Partido e os organismos dirigentes
intermédios vão dando contas da sua atividade, em sessões de esclarecimento, em
comícios, em documentos, em informações aos militantes. Deste modo, os membros
do Partido vão acompanhando a par e passo a sua atividade.
Entretanto, o caráter
profundamente democrático do Partido não transparece apenas na vida interna. Constata-se
também na extensão da informação que sobre si próprio dá aos trabalhadores em
geral. Nenhum partido dá uma tão ampla informação sobre si próprio. Por isso
mesmo se pode afirmar com justiça que o PCP é um partido de “portas de vidro”.
A democracia no Partido significa,
em sexto lugar, que os seus membros têm amplos direitos e a possibilidade
real de os exercer e que direitos e deveres são iguais para todos os membros do
Partido (artº 8).
Uma das características da
democracia no PCP é que é definida não só pelos direitos, mas também pelos
deveres concretos dos seus membros. A clássica exigência leninista de que todos
os comunistas militem numa organização e desenvolvam um trabalho revolucionário
regular é um aspeto distintivo do partido proletário de novo tipo. Impregnada dum
profundo caráter democrático, esta exigência baseia-se no facto de o comunista
não ser um espetador desinteressado, mas um participante ativo nos
acontecimentos, de o trabalho partidário ser uma resultante dos esforços de
todos os seus membros. Trata-se de uma democracia em que todo o comunista
contribui ativamente para o trabalho partidário, não só através dos
representantes que elege mas também da sua participação pessoal.
Por outro lado, no Partido não há
direitos para uns e deveres para outros. Todos os membros do Partido,
independentemente da sua antiguidade e responsabilidade, têm iguais direitos e
deveres.
Como corolário deste princípio, os
Estatutos estabelecem que o Partido “deve realizar uma justa política de
quadros, sendo rigoroso no conhecimento, seleção e promoção dos quadros, eliminando
severamente as preferências por motivos de amizade pessoal ou de parentesco,
promovendo os homens e mulheres firmes, modestos, fiéis ao Partido, ligados às
massas, que tenham revelado capacidade, dedicação e espírito combativo” (artº
18).
Neste aspeto, a Revolução
portuguesa criou, revelou e promoveu os quadros no próprio fogo da luta. A Revolução
abriu amplamente a oportunidade para que se afirmassem na prática qualidades
humanas até então ocultas ou sem aplicação prática, ensinando em poucos dias o que,
em condições de estabilidade reacionária ou democrática, levaria anos a
aprender. A Revolução trouxe ao Partido milhares de novos quadros que se
educaram e revelaram em todas as frentes.
domingo, 5 de abril de 2020
GALERIA de Militantes do PCP - 4
Primeira aqui»» - 1
Rogério Fernando da Silva Ribeiro
(1930-2008)
Rogério
Ribeiro “Destacado participante nas lutas do MUD Juvenil e nas
lutas estudantis de 1962, Rogério Ribeiro estabeleceu contactos com o PCP desde
1953, tendo a ele aderido em 1975. Preso pela PIDE em 1958 vê-lhe negada a
autorização para exercer o cargo de assistente da Escola Superior de Belas
Artes de Lisboa. Rogério Ribeiro que foi membro do Comité Central do PCP desde
1983 até Dezembro de 1992, deu durante três décadas uma elevada contribuição
para a concepção e realização da Festa do Avante, da qual foi membro da sua
comissão organizadora e para muitas outras realizações do Partido, das quais se
destaca a exposição comemorativa dos 60 anos de vida do PCP.” in Hernâni Matos
Revista de Investigação e Ensino das Artes
Presença
incontornável na história da pintura portuguesa, Rogério Ribeiro (para além da
sua obra como artista plástico no campo da pintura, da gravura, do desenho, da
azulejaria e da tapeçaria) integrou no seu percurso a actividade do design, que
exerceu em diferentes áreas do projecto, nomeadamente na colaboração que deu a
diversos arquitectos, da qual destacamos a que manteve, não só como artista
plástico mas também como designer, com os arquitectos Carlos Tojal,
Manuel Moreira e Carlos Roxo, como também as realizadas para vários projectos
de lojas e agências bancárias, como a do banco Fonsecas e Burnay (1967), na
Avenida dos Aliados, no Porto, e as das lojas Betesga e Traje, respectivamente
na praça da Figueira e na Rua do Ouro, em Lisboa. A colaboração com estes
arquitectos situou-se no campo do design gráfico, no estudo cromático de alguns
dos projectos, como ainda na integração, por exemplo, de obras de tapeçaria e
cerâmica ou, como aconteceu no estabelecimento Rualdo (1967), situado em
Lisboa, estudando um painel de termolaminado, material de revestimento
introduzido em Portugal nos anos cinquenta, que vai utilizar como material de
acabamento da parede, mas, para além dessa função, Rogério Ribeiro pensa-o como
um painel integrado, afirmando-o como objecto isolado.
No campo da museografia e do projecto de interiores, referimos o seu trabalho
na Fundação Calouste Gulbenkian onde podemos destacar o projecto do Museu
Calouste Gulbenkian de que foi co-autor com Sommer Ribeiro e Vítor Manaças.
Este trajecto pelas veredas do design iniciado nos princípios dos anos sessenta – muitas vezes na fronteira com as artes plásticas, como é o caso da colaboração com os arquitectos que nomeamos –, leva-nos a uma das intervenções que consideramos das mais significativas, quer no campo do design gráfico e de exposições, quer na gestão e programação de um espaço cultural; falamos do seu trabalho na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea em Almada, que Rogério Ribeiro dirigiu desde 1993.
Este trajecto pelas veredas do design iniciado nos princípios dos anos sessenta – muitas vezes na fronteira com as artes plásticas, como é o caso da colaboração com os arquitectos que nomeamos –, leva-nos a uma das intervenções que consideramos das mais significativas, quer no campo do design gráfico e de exposições, quer na gestão e programação de um espaço cultural; falamos do seu trabalho na Casa da Cerca – Centro de Arte Contemporânea em Almada, que Rogério Ribeiro dirigiu desde 1993.
Outro dos aspectos significativos no seu percurso foi a actividade pedagógica
que desenvolveu e que teve início em 1961 na Escola de Artes Decorativas
António Arroio (EADAA) e se prolongou, a partir de 1971, na Escola Superior de
Belas Artes de Lisboa onde a sua actuação, depois do 25 de Abril, foi
determinante para a implantação dos Cursos de Design que foram os primeiros, a
nível oficial e superior, a ser criados em Portugal.
Dois aspectos referiremos na sua actividade pedagógica nos anos pós revolução de Abril. O primeiro prende-se com a dinâmica que soube imprimir aos cursos e que passou, por um lado, pela sua convicção da necessidade do design e dos designers numa sociedade que se queria mais justa e desenvolvida e, por outro, pela sua capacidade de fazer compreender aos colegas e aos alunos, numa escola em ebulição, as vantagens dessa opção para a instituição e para o país. O outro diz respeito à importância que teve a sua actuação como coordenador do Curso de Design de Equipamento, assim como a sua acção pedagógica.
Rogério Ribeiro leccionou, a partir da fundação do Curso, a disciplina de Design de Equipamento e, mais tarde, quando passaram a integrar o currículo, as de Teoria e História do Design e de Projecto e Orçamento.
BIOGRAFIA SUCINTA
quinta-feira, 2 de abril de 2020
quarta-feira, 1 de abril de 2020
3. O CENTRALISMO DEMOCRÁTICO, PRINCÍPIO BÁSICO DE ORGANIZAÇÃO DO PCP
Página 3
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A crítica e a autocrítica têm um
lugar próprio, onde podem ser feitas: no organismo a que pertencemos. Aí,
a crítica deve ser franca e leal e a autocrítica natural e espontânea.
Mas fora do nosso organismo defendemos as posições gerais do Partido e da nossa
organização.
A democracia do Partido significa,
em terceiro lugar, que em cada organismo as decisões são tomadas de forma
democrática (por maioria, quando não haja unanimidade), que se respeitam
as opiniões e decisões coletivas (com a submissão da minoria à maioria) e
que o Partido se rege, desde o Comité Central aos organismos de base, pelo
princípio da direção coletiva (artº 16 e artº 11,c).
Afirma a sabedoria popular que
vários homens a pensar, pensam melhor do que um só. De facto, a direção
coletiva permite o confronto de opiniões, o esclarecimento de pontos de vista,
a retificação de apreciações erradas, a sujeição das opiniões individuais ao
juízo das experiências dos outros.
Todavia, a direção coletiva
“não elimina, antes pressupõe a responsabilidade individual e o espírito de
iniciativa de cada membro do Partido” (artº 16). A direção coletiva permite
o pleno desenvolvimento das capacidades de cada um e cria condições para que os
membros do Partido possam aprender uns com os outros. Não diminui o papel dos
quadros, o seu talento, a sua experiência, a sua preparação. Todos os problemas
devem ser resolvidos coletivamente. Mas cada quadro responde pelo seu setor de
trabalho e faz os possíveis por levar a cabo, da melhor maneira, as tarefas de
que foi incumbido.
A democracia significa, em
quarto lugar, que todos os organismos dirigentes do Partido, da base ao topo,
são eleitos (artº 11,a) e que todos os membros do Partido têm o direito
de eleger ou ser eleitos (artº 10,c)
Os militantes (ou os seus delegados)
elegem os secretariados das suas células. Em assembleias amplamente
representativas são eleitas comissões de freguesia e comissões concelhias,
assim como organismos de direção de zona ou de setores profissionais. O Comité
Central em funções foi eleito pelos 1.749 delegados do IX Congresso.
A cooptação (escolha pelo
próprio organismo) ou a nomeação (designação pelo organismo superior)
para a constituição de organismos do Partido pode ser utilizada, embora só a
título provisório (artº 12). Em que casos? Primeiro, no caso de nesta ou
aquela organização não haver temporariamente condições para eleger o organismo
dirigente, devido à repressão, ao fraco desenvolvimento da organização em causa
ou a outras dificuldades. Segundo, no caso de um quadro pedir a sua
demissão ou deixar de preencher o seu lugar (impossibilitado por doença ou
morte) a vaga deve ser preenchida cooptando ou nomeando novos quadros até à
assembleia regular de eleição.
Entretanto, a cooptação ou a
nomeação são excepcionais. A regra é a eleição dos organismos dirigentes.
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