100 anos de militância a caminho do futuro

1921-2021

quinta-feira, 26 de novembro de 2020

XXI Congresso do PCP

 

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 A DORS do PCP tomou medidas para que a transmissão do Congresso pudesse ser vista colectivamente pelos membros do Partido em diversos Centros de Trabalho da Região:

Centro de Trabalho Concelhio de Almada (967 750 950)

Centro de Trabalho da Baixa da Banheira (966 66 64  77)

Centro de Trabalho Concelhio do Barreiro (936 21 84 55)

Centro de Trabalho Freguesia do Barreiro (6ª feira e domingo) (963 14 52 72)

Centro de Trabalho Freguesia de Quinta da Lomba / Barreiro (932 80 04 73)

Centro de Trabalho do Seixal (Só 6ª feira)  (919 37 54 39)

Centro de Trabalho da Amora   (967 42 19 73)

Centro de Trabalho de Setúbal (913 40 23 73)

Sugerimos que, tendo em conta as  limitações à lotação das salas, contactes os telefones indicados antes de te deslocares a qualquer Centro de Trabalho.

O Congresso decorrerá nos seguintes horários:

6ª feira, 27

        10H30 - 13H00

        15H00 - 17H00

        17H30 - 20H00

Sábado, 28

        09H00 - 12H00

        14H00 - 17H00

Domingo, 29

        09H00 - 12H30

Com as nossas cordiais saudações.

Os Organismos Executivos da DORS do PCP

 

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

TUDO A POSTOS !

UM PARTIDO QUE ORGANIZOU CONGRESSOS NA CLANDESTINIDADE IA RECUAR FACE A NEO-FASCISTAS?
 

Texto de Álvaro Cunhal em 1946, no IV Congresso do PCP

Camaradas:

Cerca de dois anos e meio passaram sobre o I Congresso Ilegal do Partido. Estes dois anos e meio foram ricos de acontecimentos.

Na altura do nosso I Congresso Ilegal, os exércitos alemães, embora batidos pelo glorioso Exército Vermelho, ainda martirizavam a terra soviética, ocupavam quase toda a Europa, a França, parte da Itália. A Segunda Frente não fora ainda aberta. Nestes dois anos e meio, a unidade dos Aliados fortaleceu-se na guerra, a Segunda Frente foi aberta, o Exército Vermelho, sob a direcção superior do grande Stáline, prosseguiu as suas ofensivas até esmagar a fera no seu próprio covil, até içar, em Berlim, a bandeira da Vitória. A Alemanha hitleriana foi derrotada e com ela desapareceu a ditadura fascista mais reaccionária e sangrenta, desapareceu a vanguarda da reacção mundial. No Oriente, o militarismo japonês sucumbiu à ofensiva conjugada das armas americanas e soviéticas. A vitória militar dos Aliados foi uma vitória para todos os povos amantes da independência e da liberdade.

Na altura do I Congresso Ilegal, a Nova Ordem hitleriana dominava ainda a Europa. Governos fantoches a soldo de Hitler dominavam em todos os países reduzindo os seus próprios povos à mais feroz escravatura. Nestes dois anos e meio, assistimos à libertação de quase toda a Europa, ao julgamento e castigo dos principais traidores nacionais e criminosos de guerra. Por toda a Europa desenvolvem-se jovens e progressivas democracias.

Na altura do I Congresso Ilegal, as relações entre os Aliados fortaleciam-se para pôr termo à guerra com a «rendição incondicional» do inimigo. Nestes dois anos e meio, as relações entre os Aliados modificaram-se sensivelmente. Vencida a Alemanha hitleriana, os interesses imperialistas manifestam-se de novo com toda a sua agudeza. A política democrática da União Soviética, os anseios de liberdade e independência dos países libertos da tirania fascista e dos países coloniais defrontam-se com as ambições imperialistas e os interesses da reacção que se reagrupa.

Na altura do I Congresso Ilegal, o regime fascista português, prevendo a derrota inevitável da Alemanha, começava operando abertamente a «reviravolta para o lado da Inglaterra» e começava a receber apoio da Inglaterra. Nestes dois anos e meio, assistimos à consumação dessa política com prejuízo dos interesses nacionais, vemos a democrática Inglaterra estendendo a tábua de salvação ao fascismo peninsular, cúmplice de Hitler.

Na altura do I Congresso Ilegal, o fascismo salazarista levava a cabo uma política de miséria e de ruína, em benefício dum punhado de famílias. Nestes dois anos e meio, o fascismo salazarista ligou-se mais ainda a uma minoria monopolista, sacrificando o bem-estar do povo e o desenvolvimento e progresso da nação aos interesses do grande capital financeiro.

Na altura do I Congresso Ilegal, as forças antifascistas nacionais encontravam-se ainda dispersas, divididas e desorganizadas. Nestes dois anos e meio, assistimos à formação do Conselho Nacional, à consolidação e alargamento da sua influência e organização, à construção duma mais forte unidade entre todas as forças antifascistas e patrióticas, à primeira grande expressão legal da unidade antifascista.

Na altura do I Congresso Ilegal, vínhamos de viver as greves do Julho-Agosto e considerámo-las como o ponto de partida para novas lutas do nosso povo contra o fascismo. Nestes dois anos e meio, assistimos à multiplicação das lutas das classes trabalhadoras e do povo em geral, à crescente consciência política das massas, à primeiras grandes batalhas políticas contra a ditadura fascista.

Na altura do I Congresso Ilegal, o nosso Partido vinha de sair confiante e fortalecido das greves de Julho-Agosto e lançava as primeiras bases sólidas dum trabalho organizado. Nestes dois anos e meio, assistimos ao engrandecimento do nosso Partido, ao alargamento e consolidação da sua organização, à sua crescente ligação com as massas, ao desenvolvimento dos seus quadros.

Camaradas:

Para fazer frente à política antinacional da camarilha fascista entrincheirada no Poder, para fazer frente à fome, à miséria, à ruína, ao terror, à incultura, foi o nosso Partido que empreendeu a grande tarefa de estabelecer a UNIDADE DA NAÇÃO PORTUGUESA NA LUTA PELO PÃO, PELA LIBERDADE E PELA INDEPENDÊNCIA. Contra as tradições de rivalidades antigas e hábitos de inércia, o nosso Partido estendeu a mão a todos os patriotas honrados, e empregou os seus esforços e energias para abater as barreiras que separam bons portugueses de todas as tendências. Contra a política de divisão fascista, o nosso Partido procurou unir a classe operária, e unir as massas camponesas, e soldar a aliança dos operários e camponeses como base da unidade da nação. Contra a desorganização das forças antifascistas, o nosso Partido empreendeu a dura tarefa de organizar o Movimento de Unidade Nacional. Contra esperanças e sonhos vãos e soluções estranhas à própria actuação, o nosso Partido insistentemente indicou o único caminho para forjar a unidade e o único caminho que pode conduzir à vitória sobre o fascismo — a LUTA.

Seguindo esta justa orientação, o nosso Partido alcançou importantes êxitos. Mas nem tudo foram vitórias. Na sua actuação, o Partido cometeu erros e teve insucessos. Cabe a este Congresso analisar a actividade do Partido nestes dois anos e meio, os lados positivos e os lados negativos do trabalho do Partido, e tirar os necessários ensinamentos.

Andámos um importante caminho. Temos diante de nós novas dificuldades e novas tarefas. Cabe a este Congresso definir a orientação para o nosso trabalho futuro.

Camaradas:

O fascismo foi derrotado na guerra. Não foi ainda derrotado na paz. A reacção mundial reagrupa-se e procura entravar a marcha da história. O fascismo salazarista encontra novos apoios, manobra com a democracia, apoia-se na violência e entrincheira-se no Poder. A grande tarefa que se coloca ante a nação portuguesa é o derrubamento do fascismo salazarista e a instauração duma ordem democrática que permita ao Povo escolher livremente o seu destino e a edificação dum Portugal Livre, Independente, Próspero e Feliz. A tarefa que se coloca ante o nosso Partido é empregar todos os seus esforços e habilidade, toda a sua iniciativa e sacrifícios, na unidade e mobilização da Nação Portuguesa para o derrubamento do fascismo. Cabe a este Congresso definir

O CAMINHO PARA O DERRUBAMENTO DO FASCISMO.